Malha fina IR 2026: erros mais comuns na declaração e como evitar

Receber a restituição rápido ou cair na malha fina costuma depender menos de sorte e mais de organização, coerência de informações e atenção aos detalhes que passam despercebidos no dia a dia.

Todo ano, milhares de contribuintes acreditam que preencher a declaração do Imposto de Renda é apenas transcrever números de informes. Em 2026, essa percepção fica ainda mais perigosa. A Receita Federal cruza dados bancários, informes de rendimento, despesas dedutíveis, movimentações financeiras, investimentos e até operações com criptomoedas. Quando algo não fecha, a malha fina aparece — quase sempre por erros evitáveis.

O problema é que esses erros raramente acontecem por má-fé. Eles surgem de situações comuns da vida real: mudança de emprego, renda extra, descuido com documentos ou excesso de confiança em informações “aproximadas”.

Rendimentos omitidos continuam liderando os problemas

O erro mais frequente é deixar rendimentos fora da declaração. Pode ser um valor pequeno, um pagamento eventual ou uma fonte esquecida, mas o sistema da Receita não esquece.

Entram nessa lista:

  • salário de um emprego que durou poucos meses;
  • rescisão trabalhista mal informada;
  • rendimentos de aluguéis;
  • comissões e serviços recebidos como autônomo;
  • rendas recebidas via Pix sem controle.

No dia a dia, esses valores parecem pequenos ou esporádicos. Para a Receita, eles são dados objetivos enviados pela fonte pagadora. Se o valor aparece lá e não aparece na declaração, a divergência surge automaticamente.

Dependentes mal declarados geram inconsistência imediata

Incluir dependente ajuda a reduzir imposto, mas também amplia a responsabilidade. Muita gente esquece que, ao incluir um dependente, toda a renda daquele CPF precisa entrar na declaração.

Erros comuns:

  • incluir dependente que já entrega declaração própria;
  • esquecer rendimentos do dependente, como estágio, pensão ou aplicações;
  • alternar o mesmo dependente entre declarações de pais separados sem critério.

Quando o CPF do dependente aparece em mais de uma declaração ou com rendas incompatíveis, pode gerar alerta/comunicação ao longo do processamento.

Despesas médicas exigem lastro, não estimativa

Despesas médicas continuam sendo um dos principais gatilhos de malha fina. Não porque sejam proibidas, mas porque exigem comprovação perfeita.

Problemas recorrentes:

  • valores declarados sem recibo válido;
  • recibos sem CPF do profissional ou do paciente;
  • despesas reembolsadas por plano de saúde declaradas integralmente;
  • despesas médicas “estimadas” para aumentar dedução.

A Receita cruza dados com profissionais de saúde e operadoras. Quando o número não bate, o contribuinte é chamado a explicar.

Divergência de informes de rendimento é mais comum do que parece

Muita gente confia em um único informe e esquece que pode ter mais de um. Bancos, corretoras, empresas, planos de previdência e fontes pagadoras enviam informações separadamente à Receita.

Erros típicos:

  • não incluir rendimentos de aplicações financeiras;
  • esquecer informes de corretoras;
  • usar informe desatualizado;
  • declarar valores líquidos quando o correto é o bruto.

Essas divergências são fáceis de evitar, mas difíceis de justificar depois.

Bens declarados com valores errados também pesam

Bens e direitos não servem apenas para “listar patrimônio”. Eles precisam contar uma história coerente de evolução financeira.

Erros frequentes:

  • atualizar imóvel ou veículo pelo valor de mercado;
  • declarar criptomoedas pelo valor atual, e não pelo custo de aquisição;
  • esquecer bens comprados no ano;
  • não baixar bens vendidos;
  • informar saldos inconsistentes com a renda declarada.

Quando o patrimônio cresce sem explicação lógica, o sistema acusa.

Investimentos e cripto sem documentação viram armadilha

Operações com investimentos, especialmente criptomoedas, exigem controle. O erro não está em investir, mas em não conseguir explicar a origem, o custo e a movimentação.

Falta de documentação, perda de relatórios de exchanges e ausência de controle de preço médio tornam a declaração frágil. Em caso de questionamento, o contribuinte fica sem argumento técnico.

Uma história que se repete todos os anos

Imagine alguém que trocou de emprego em 2025. Recebeu salário, rescisão, fez alguns trabalhos extras pagos via Pix e começou a investir por conta própria. No meio do ano, trocou de banco. No fim do ano, perdeu alguns informes.

Ao declarar, preencheu “de cabeça”, esqueceu uma fonte pagadora, não somou corretamente a renda extra e declarou investimentos com valores aproximados. Nada disso parece grave isoladamente. Juntos, formam o cenário clássico da malha fina.

FAQ – Perguntas frequentes sobre Malha Fina 2026

Pergunta Resposta
O que é malha fina do Imposto de Renda? É quando a declaração fica retida para análise por inconsistências entre os dados informados pelo contribuinte e as informações recebidas pela Receita por meio de informes e declarações de terceiros.
IR 2026 se refere a qual ano? Em regra, a declaração entregue em 2026 se refere ao ano-calendário de 2025.
Quais erros mais comuns levam à malha fina? Rendimentos omitidos, dependentes declarados de forma incorreta, despesas médicas sem documentação adequada, divergência de informes e bens ou investimentos com valores incoerentes.
Valores baixos também podem cair na malha fina? Sim. Se um valor constar em informe de terceiro e não estiver na declaração, a divergência pode ocorrer mesmo que o montante seja baixo.
Como evitar rendimentos omitidos? Reunindo e conferindo todas as fontes de renda, como salários ou pró-labore, aposentadoria, aluguéis, rendimentos como autônomo, rescisões, além de informes de bancos e corretoras.
Quais cuidados tomar ao declarar dependentes? Evitar duplicidade, verificar se o dependente possui rendimentos próprios e confirmar quem realizou o pagamento das despesas informadas, como saúde e educação.
Despesas médicas são um problema na declaração? Não necessariamente. O risco surge quando a despesa é declarada sem comprovação, com dados inconsistentes ou sem relação clara com o pagamento realizado.
O que é um recibo válido de despesa médica? Para atendimentos com profissionais pessoa física, o padrão é o recibo eletrônico do Receita Saúde. Também é importante guardar comprovantes de pagamento, como Pix, TED, faturas de cartão e extratos bancários.
Por que acontece divergência de informes de rendimentos? Pode ocorrer por erro de lançamento, informe desatualizado, diferença entre valores brutos e líquidos ou uso de campo incorreto na declaração.
É obrigatório declarar investimentos e criptomoedas? Depende da situação, mas é essencial manter controle e documentação da origem, custo e movimentações, garantindo coerência com a evolução do patrimônio.
O que é evolução patrimonial incoerente? Quando bens, direitos ou saldos aumentam sem explicação compatível com a renda declarada e as movimentações informadas.
Como saber se a declaração caiu na malha fina? Acompanhando a situação da declaração nos canais oficiais da Receita. Havendo pendência, o motivo costuma ser indicado para análise.
Encontrei um erro após enviar a declaração. O que fazer? Reunir a documentação, identificar o ponto divergente e avaliar a correção adequada, como o envio de declaração retificadora, quando aplicável.
Qual a melhor forma de reduzir o risco de malha fina? Conferir todos os informes antes de declarar, revisar rendas, dependentes e despesas, checar bens e investimentos e avaliar a coerência geral das informações antes do envio.

Atenção: Este conteúdo tem caráter informativo e reflete regras e procedimentos vigentes no momento da publicação, que podem sofrer alterações. Cada declaração possui particularidades que exigem análise individual. Em caso de dúvida, recomenda-se consultar os canais oficiais da Receita Federal e/ou um profissional especializado antes do envio da declaração.

Revisar antes de enviar faz toda a diferença

Muita gente só procura ajuda depois de cair na malha fina. O caminho mais inteligente é o inverso: revisar antes do envio.

A Philia Assessoria Contábil atua exatamente nesse ponto, revisando declarações, identificando riscos, corrigindo inconsistências e montando um checklist personalizado conforme o perfil do contribuinte. Isso reduz significativamente a chance de problemas futuros e traz segurança na entrega.

Para quem quer declarar com tranquilidade em 2026 e evitar surpresas desagradáveis, contar com uma revisão profissional faz diferença. Saiba mais em www.philiaac.com.br.

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